A vida mental e emocional dos bebês de até 1 ano de vida

Em 10.03.2016   Arquivado em Mundo Mãe

Olá, mamães e futuras mamães!! Tudo bem?
Hoje teremos um artigo especial no blog sobre a vida mental e emocional dos bebês até 1 ano de vida. Quem escreveu foi um colega meu dos tempos do colégio e que hoje é psicanalista, André Schüller! Achei super interessante e gostaria muito de compartilhar com vocês!

bebe no ventre dormindo

“Geralmente pouco se sabe a respeito da vida mental e emocional dos bebês. Especialmente daqueles que tem entre 0 e 1 ano de vida.

Para os psicanalistas, porém, esse assunto precisou ser debatido na Europa do século passado graças, muito, a Freud e aos psicanalistas que vieram depois dele.

No meio dessa geração nova de pensadores havia uma vienense chamada Melanie Klein (1882-1960) cuja inovação teórica consistiu basicamente em compreender de um jeito diferente o complexo jogo de interação que até então se sabia existir entre os bebês e o mundo (a realidade). Fazendo isso ela criou algumas hipóteses importantes para a psicanálise de crianças das quais poderíamos destacar aqui duas rapidamente:

Primeiro: o que seria uma parte da mente dos bebês responsável por interpretar a realidade desde o primeiro dia de vida. Isso mesmo! Essa parte, ainda muito rudimentar e “corporal”, seria a que os psicanalistas convencionaram chamar de “eu” – apesar que alguns a conhecem por “ego”, mas há um equívoco no uso dessa expressão. O eu seria diferente da parte “inconsciente” da mente e ajudaria basicamente no processo de formação do mundo interno da criança e na maneira como ela poderia perceber mais adiante a realidade.

Segunda novidade: seria principalmente por meio das fantasias que o mundo ganharia sentido lembrando que no começo da vida, isto é, particularmente entre o 1º e o 3º mês, os bebês só poderiam enxergar o mundo como sendo algo caótico; caótico e bizarro. Por isso amedrontador e confuso em maior grau.

Dessa forma as fantasias produzidas nesse meio-tempo também só poderiam ser bizarras caso pudéssemos vê-las e seguiriam o curso de um mundo que aos poucos ganharia duas grandes características: o de ser extremamente bom por um lado (após a mamada, por exemplo) e o de ser extremamente mal, ruim e mortífero por outro (em virtude da fome, do frio ou de uma simples cólica ou estado gripal).

A propósito desse cenário ambíguo Klein supôs os bebês vivenciarem o que seria uma “posição esquizoparanoide” até o final do terceiro mês mais ou menos, fase essa composta, entre outras coisas, pela necessidade do bebê afastar de si tudo aquilo que poderia ser ruim ou mortífero por um lado, para preservar, de outro, o máximo do que fosse capaz de garantir sensações revigorantes e prazerosas.

O papel dos pais e da mãe em particular nesse momento vai ser fundamental, especialmente para gerar na criança duas coisas sem as quais ela não vai poder viver bem essa fase e também as outras subsequentes: o amor e a paciência.

O amor, nesse estado de caos, se for introjetado pelo eu da criança fará despertar nela o que seria um senso de confiança independentemente do sinal de perigo iminente. E a paciência – que dependerá da confiança e do amor já introjetados – também auxiliará no papel de acalmar a produção de sensações de morte e de fantasias bizarras na mente do bebê.

Após o quarto mês de vida se tudo correr minimamente bem, o processo vivido pela criança será não mais o de compreender o mundo apenas como sendo formado por dois polos, mas cada vez mais o de diminuir as diferenças entre um extremo e outro.

Ou seja, supondo uma criança que se desenvolva razoavelmente bem é certo que com o apoio dos pais e do seu meio ela perceba aos poucos o mundo sendo composto não por polarizações, mas coisas que, em si mesmas, carregarão tanto o bem como o mal. E se isso acontecer ela não precisará mais temer – nem acreditar – somente no bem e ter que excluir a todo custo o mal por uma questão de sobrevivência.”

Não falei que era interessante? 🙂 Apoio, amor e o cuidado dos pais e cuidadores faz toda diferença na vida de um bebê! 

Um beijo e até mais!

André Schüller é psicanalista e coordenador da Liga de Psicanálise de Jundiaí (getepp@gmail.com).

Rua General Carneiro, 229, sala 1, Vila Arens, Jundiaí/SP.

Telefone: (11)2434-0764.

A importância dos 1000 dias em tempos de Zika Vírus

Em 07.03.2016   Arquivado em Mundo Mãe

Olá!!! Que saudades de vocês! ♥

Sábado (5 de março) eu tive uma manhã super gostosa e cheia de informações com uma palestra sobre “A importância dos 1000 dias em tempos de Zika Vírus, ministrada pela Dra. Ana Escobar, médica pediatra e consultora do programa Bem Estar, da rede Globo, e agora venho compartilhar com vocês, pois informação nunca é demais! 😉

Para iniciar, você sabe o que significa “os primeiros 1000 dias”? Para entender, vamos fazer uma conta rápida:

  • Gestação: os 9 meses somam-se 270 dias;

    Imagem: Dra. Ana Escobar.com.br

    Imagem: Dra. Ana Escobar.com.br

  • Os 2 primeiros anos de vida (365 + 365 dias) somam-se 730;
  • 270 + 730 = 1000 dias! 🙂

Portanto, a conta inicia junto com a gestação, mostrando o quão importante é esse momento intra-útero (nós, pais, não temos a menor dúvida! rs), pois de 2 células (espermatozoide e óvulo) teremos um (ou mais) bebê(s), onde multiplicações e mais multiplicações sequencial e ordenada resultarão em coração, rins, pulmões e tudo mais que forma o corpo humano.

E, nesse momento de desenvolvimento fetal, mais precisamente os 3 primeiros meses, é onde o Zika Vírus pode interferir numa forma nada agradável. Então vamos entender alguns pontos?

O que realmente faz o Zika Vírus?

TUDO ainda está em estudo! Não há nada muito concreto para termos uma segurança maior, além de informações, mas a Dra. nos passou dicas e conhecimentos valiosos. São esses:

  • O vírus fica na corrente sanguínea por um curto período de tempo: de 5 a 7 dias.
  • No primeiro trimestre de gestação é quando os neurônios estão se formando  e as células se multiplicam intensamente. Os estudos estão revelando que o Zika atravessa a placenta e penetra o neurônio impendindo seu crescimento. Consequentemente, o cérebro e a cabeça não crescem, o que dá origem ao nome “microcefalia”.
  • Dos bebês que apresentam a má formação por conta do Zika Vírus, as mães foram picadas e infectadas nos primeiros 3 meses de gravidez, quando o bebê está em formação.
  • Gestantes com mais tempo de gravidez (4 meses adiante) e que foram contaminadas pelo vírus não apresentaram danos aos bebês.
  • Bebês microcefálicos: circunferência da cabeça medindo para meninos: 31,9cm e para meninas: 31,5cm.
  • Não é apenas por picada que se pega o vírus, pois ele está presente na saliva e no sêmen. Ou seja, é super recomendado que as mulheres mantenham a relação sexual segura com camisinha, principalmente se está no início de uma gestação.

 

Proteção

bebê passando repelente

Imagem: Thinkstock

A melhor e mais segura maneira de ficar livre do Aedes Aegypt é da forma mecânica, ou seja, você tem que se proteger e proteger a sua família. Como?

  • Vede sua casa! Telas anti mosquito nas janelas, voal no berço e carrinho do bebê, nada de água acumulada em plantas, lixo, brinquedos…;
  • Roupa de manga comprida. Os médicos indicam roupas de cores brancas, pois fica fácil de ver um mosquito/pernilongo em você, as roupas escuras dificultam isso. (Com esse calor sei que é quase impossível, mas se você vedar sua casa/escritório, aí já compensa! 😉 );
  • Repelente! Use sempre o repelente, da forma orientada pelo seu médico ou rótulo do produto, pois ajuda – e muito – a manter o mosquito longe.

 

Repelentes

Falando em repelentes, muitas pessoas estão achando outras maneiras de se “protegerem” do mosquito que transmite a Zika, Dengue e Chikungunya, mas será que são eficazes? Vamos ver:

Icaridina: protege contra o Aedes Aegypt;

× Citronela: não funciona para o mosquito Aedes;

× Complexo B: alguns médicos estão receitando essa vitamina por liberar um perfume sobre a pele e dizem manter o mosquito longe, mas conforme a Dra. Ana explicou, o mosquito não liga muito para esse cheiro e pica, não fazendo da vitamina uma proteção eficaz;

× Repelente para bebês (menores de 2 anos): eles não contém o princípio ativo suficiente para proteger o bebê contra esse mosquito, por isso a melhor maneira para eles ficarem longe de picadas é a proteção com voal no berço e carrinho, roupas de mangas compridas e calças.

Leia o rótulo: quanto maior o princípio ativo do repelente, maior a proteção! (Como exemplo, o repelente Exposis Infantil que estou usando no Pedro (por recomendação médica, já que ele é alérgico a picadas), tem como princípio ativo 25% de Icaridina, enquanto a loção antimosquito da Jhonson’s (aquela verdinha)  não tem nada desse ingrediente, já que é para bebês a partir de 6 meses. Está explicado o porque dele nunca mais ser picado. rs)

 

Boatos

Imagem: iStockPhoto

Imagem: iStockPhoto

Está circulando pelas redes sociais, mensagens de celular, e-mails… que o Zika Vírus pode causar danos para crianças de até 7 anos de idade, quando picadas. Mentira! Bebês (recém-nascidos até 2 anos), crianças e adultos terão os sintomas de manchas vermelhas pelo corpo, febre, entre outros, mas nada que possa trazer um maior dano à saúde, como a microcefalia.

Não foi encontrado vírus no leite materno, por isso, as mães podem e devem amamentar seus filhos. É importante dizer mais uma vez: depois de formado, o bebê não vira “alvo” da microcefalia.

 

Dra. Ana Escobar

Sabe aquela pessoa que te contagia com uma alegria sem igual? É ela! Se eu já sentia isso pela televisão, imagina “ao vivo”. Só de olhar pra ela já da vontade de sorrir, aquele sorriso largo e verdadeiro!

Eu com a Dra. Ana Escobar. (Adquiri o livro Boas-vindas bebê 3 - dos 2 aos 5 anos de idade)

Eu com a Dra. Ana Escobar

Obrigada pelo convite, pelo carinho sem igual! Estou ansiosa pela leitura do seu livro, pois tenho certeza que vou aprender muito com ele e aplicar tudo com o Pedrinho!

Adquiri o livro Boas-vindas bebê 3 - dos 2 aos 5 anos de idade

Adquiri o livro Boas-vindas, bebê 3 – dos 2 aos 5 anos de idade

 

Acrescentar informações válidas com companhias lindas de outras mamães blogueiras fez meu dia mais feliz! Obrigada pela companhia de cada uma: Jú, Mi, Tati, Bia, Jacky, Pauleni e tantas outras! 

mamaes blogueiras de SP

Do mundo virtual para o real!

Espero que tenha sido tão esclarecedor pra vocês quanto foi pra mim. Se você tem uma amiga grávida ou com bebê recém nascido, compartilhe para que mais informações verdadeiras sejam úteis para elas!

Beijos e até mais!

Ah, deixo aqui embaixo o Instagram de algumas mamães da foto. Certeza que vocês vão amar segui-las:

@mamaesacchi – Tati

@supermaeativar – Jú

@espacodasmamaes – Mi

@curiosidadesdemae – Bia

@blogmaternidadesemfrescura – Jacky

@nossasaogemeos – Pauleni

:*

 

Fonte: Dra. Ana Escobar

“Não” para vida e corpo perfeito da internet

Em 11.01.2016   Arquivado em Mundo Mãe

Olá!!!

Jaqueline Khury, mãe do pequeno Gael, postou no Instagram uma foto real do seu corpo, mais precisamente sua barriga, e isso me trouxe um certo alívio. Por quê o alívio? Embora ela seja uma musa fitness, que ama seu corpo, faz atividades físicas até em dias chuvosos (e eu só penso “ah se eu pudesse dormir com essa chuvinha”… rs) ela não usou photoshop em uma foto que mostrou a sobra de pele na barriga.

barriga de jaque khury com dobrinhas na praia.

A foto postada por Jaque Khury com a barriga real. Corpo pós maternidade real.

Estamos num mundo tão competitivo que até as mães que estão no puerpério não podem ter sobrepeso semanas após o nascimento do bebê (para não dizer dias). Um caso recente que todas nós podemos lembrar é o da Débora Secco, que posou com roupa de piscina uma barriga sarada, sendo que sua filha, Maria Flor, estava com 13 (TREZE) dias apenas.

(me recuso a postar a tal foto da barriga sarada dela. rs)

Para mim, postar fotos assim, ainda mais vindo de famosas, é um desserviço (lê-se desaforo) às mães que já estão em um momento delicado com a mudança radical de vida e rotina, para pesar na consciência mais uma “básica” pressão, ainda mais sendo sobre estética – seu corpo.

Esse é meu desejo para esse ano e para sempre: Sejamos reais! Chega de Photoshop nas fotos, nas amizades, na vida! Um relacionamento tem que ser bom e lindo para você e seu parceiro e não para os amigos do facebook. Temos que brincar com nossos filhos longe das câmeras e não só quando formos postar algo nas redes sociais. Viva a vida real, sinta a vida real.

Não façam isso em casa! 🙁 Fiquei com dó desse menino. :/

 

Abaixo segue texto da Jaque Khury que ela colocou junto com a foto.

Redes sociais você é oq você quer ser. Nem sempre é a verdade, mas é um mundo de ilusões como na televisão. Porque falo isso? Eu adoro corpo definido, acho lindo e muitas vezes sigo meninas malhadas em busca de algumas dicas, mas na maioria das vezes me decepciono e confesso que fico desmotivada, afinal, eu quero sim me inspirar, mas , vejo mulheres tão perfeitas, com frases motivacionais prontas em fotos sensuais , e com disposição que nunca falham, que parecem ser inatingível, principalmente se for gringa… Aff, essas gringas são ETs, certeza 🤔! Rs. Eu falho pra caralhooo. Sofro pra caralhooooo e compartilho tudoooooo. (Desculpem o palavrão )
Foi uma escolha minha dividir com vocês sucessos e fracassos. Mas se essas musas falham ou são humanas eu nunca saberei, rs… Sei que todos têm defeitos . Também é escolha delas compartilhar a vida perfeita. Mas, eu sinto falta de musas fitness mais humanas e errantes…. Me consola, sabe? Eu posto meu corpo gordo de pós parto , minha barriga com essas sobra de pele (que não me incomoda), minhas estrias … to um fracasso fitness pós férias , rs, porque to largada mesmo, com 5 quilos acima segundo meu padrão , e prometendo toda semana entrar na linha como a maioria de vocês .
Só queria um mundo mais real 😕.
#prontofalei #PorUmMundoMaisReal

Sintam-se beijados – de verdade e na bochecha! rs ♥

Ser mãe, por Letícia Gomes

Em 02.12.2015   Arquivado em Mundo Mãe

“Acordar cedo pra arrumar a casa e de repente, AHHAAAN!!! Alguém resolve acordar cedo também! haha É inevitável e paro tudo, troco sua fralda, sua roupa, brinco um pouco e, quando coloco você no sofá pra voltar a fazer o serviço, vejo o olhinho enchendo de lágrima  me olhando bem fundo pedindo colo e me avisando :

– Mamãe eu não quero ficar sozinho!!!

Mas ainda assim volto a insistir: “quem sabe ele não fica pelo menos um pouquinho” (coração de mãe não se engana, mas insistimos em nos enganar). É só eu virar as costas e ouço seu choro. Não resisto, me sinto tão culpada, pois sei que precisa tanto de mim quanto eu preciso de você… Te pego no colo, sinto seu cheirinho e vejo a casa toda bagunçada..

Chega a hora de comer e aproveito que dormiu faço a sua papinha e a minha comida, sento pra comer e você chora avisando que acordou. Levanto, vou correndo te pegar – afinal eu sou mãe e não consigo te deixar nem mesmo resmungar –  te alimento, vou te deixar no sofá e você me olha com os olhinhos brilhando de lágrimas de novo. E aí: almoço com você no colo ou deixo a comida que já está fria, gelar?! (Porque te deixar chorando enquanto eu como está fora de cogitação!!)  Enquanto isso a casa bagunça mais e pra ajudar agora tem mais louça!!! Fico louca..

E o dia passa…

Nos seus pequenos intervalos de sono faço correndo o que precisa, assim que sento achando que vou descansar hahaha neném acorda!! Aproveito e brinco com você. Chega a hora da janta, mas esquece, meu bebê quer atenção! Te dou um banho, na esperança de dormir pra eu jantar e terminar a casa, mas que nada! Ele me da um baile.

Vou passear, ando pelo condomínio e nadaaa, tento deitar no colo e nadaaa, dou mama umas três vezes e nadaaa. Aí resolvo te cobrir colocar na cama e ir no banheiro fazer xixi (afinal, a bexiga já está estourando!!) e quando volto você dormiu sozinho! Me da uma saudade instantânea, te dou um beijo, sinto seu cheirinho e preciso terminar a casa e tomar um banho, mas é tão difícil te deixar… Eu quero ficar te olhando é tão lindo te ver dormir!

Aí resolvo tirar essa foto e escrever esse texto pra minha amiga Laís Sass, quase chorando por um amor que não cabe dentro de mim. Ela me pediu pra escrever o que era “ser mãe” e, pra mim, ser mãe é esconder todas as coisas cansativas, as partes que acabam com a gente, mas não é de propósito, não é tudo azul, tem os momentos que não são fáceis, mas tudo compensa a alegria de ser mãe.

Ser mãe torna TUDO MAIS BONITO!”


Esse texto foi escrito por Letícia Gomes, mãe do Murilo, 4 meses, relatando o que é “ser mãe”. Lindo, né?

a mamae leticia com seu filho murilo

Quer ver seu relato aqui também? Fique a vontade! Pode ser uma história maravilhosa de ser mãe ou o quanto é difícil (pois é muito difícil). Escreva pra gente, nosso endereço é: contato@mamaeantenada.com.br

Beijos e até mais! ♥

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