Conversa de adulto também é para crianças

Em 08.09.2016   Arquivado em Mundo Mãe

Que atire a primeira pedra a mãe que nunca falou: “isso é conversa de adulto”, quando o filho questionou sobre algo polêmico ou delicado. Não condeno essa típica frase, até porque realmente acredito as crianças podem ser poupadas de alguns diálogos. Porém, acho importante avaliarmos se não estamos usando a desculpa da “conversa de adulto” apenas como uma válvula de escape para não falar sobre assuntos sérios.

 mae conversando com filho

Nós precisamos conversar sobre política, bullying, educação, sexo, trabalho e muito mais com crianças. A princípio, isso pode parecer um choque, já que a sociedade não está acostumada a tocar nesses assuntos desde a infância. Mas a verdade é que se trata muito mais sobre como você vai falar do que sobre o que será discutido.

 

É evidente que você não vai detalhar a complexidade política que vive o país com seu filho de 5 anos, por exemplo. Mas ao explicar que algumas coisas são de todos (públicas) e outras pertencem a alguém (privadas) já estamos falando sobre política. Esse é apenas um exemplo de como podemos simplificar temas que são extremamente importantes de serem introduzidos ainda na infância.

 

Se mesmo assim você não consegue trazer os temas delicados para o mundo das crianças, vale à pena recorrer a outras possibilidades. A tecnologia pode ser uma ótima aliada nesse sentido: temos aplicativos, desenhos, filmes, jogos e outras plataformas que têm um viés socioeducativo e uma linguagem acessível para crianças. É importante acompanha-los nessas atividades e verificar que tipo de conteúdo eles têm consumido.

 

É verdade que é muito mais fácil negligenciar os assuntos polêmicos e postergar ao máximo o momento de falar sobre eles. Mas, dependendo do caso, isso pode gerar consequências sérias às crianças. Por exemplo, é muito mais saudável que elas aprendam com você o que é bullying, ao invés de só entender a gravidade do problema depois de praticar ou sofrer na pele.

 

Além de evitar futuros desconfortos, conversar sobre tudo com seus filhos só traz benefícios. Certamente você ganhará ainda mais a confiança deles, pois se você está aberta a falar sobre assuntos sérios, eles também estarão dispostos a contar seus problemas. Por fim, tendo contato desde cedo com questões relevantes, é natural que a criança amadureça mais rápido e se torne alguém muito mais consciente.

 

Não é uma tarefa fácil e o caminho mais simples é deixar a “conversa de adulto” para depois. É difícil apontar o certo e o errado nessa história toda, assim como não existe uma fórmula mágica para tocar em temas delicados. O mais importante é fazer uma reflexão na família e verificar se o que você deixa de contar ao seu filho não pode prejudica-lo no futuro.

 Beijos!!!

Esse texto foi escrito por Fabiany Lima.

*Fabiany Lima é mãe de Gêmeas, escritora de livros infantis e criou o aplicativo Timokids, que oferece livros e jogos socioeducativos com ilustrações em 3D narrados e legendados em 4 idiomas e que estimula a interação da família.

Atenção com a lista de material escolar “abusiva”!

Em 25.01.2016   Arquivado em Mundo Mãe

Olá!!!

A volta às aulas está aí e muitos pais deixaram para em cima da hora a compra do material escolar. As papelarias estão cheias, os telefones não param de tocar para pedidos e eu notei uma grande diferença de uma lista para outra em meia hora que fiquei em uma papelaria. Por isso, vou esclarecer alguns iten que são considerados abusivos pelo PROCON – a nível nacional.

“A escola só poderá requerer os materiais utilizados nas atividades pedagógicas diárias do aluno (folha de sulfite, papel dobradura, tinta guache, lápis, caneta, borracha, etc), em quantidade coerente com as atividades praticadas pela mesma, sem restrição de marca.
Não pode ser incluso na lista, materiais de uso comum (produtos de higiene, limpeza, atividade de laboratório, etc), bem como os utilizados na área administrativa. A prática, além de abusiva, nos termos do artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, é proibida, como dispõe o parágrafo 7º do artigo 1º da Lei 9.870/99:
“Será nula cláusula contratual que obrigue o contratante ao pagamento adicional ou ao fornecimento de qualquer material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição, necessário à prestação dos serviços educacionais contratados, devendo os custos correspondentes ser sempre considerados nos cálculos do valor das anuidades ou das semestralidades escolares”.”
Ou seja, a escola pedir 100 folhas de papel dobradura, caneta para quadros, entre outros itens não considerados para uso exclusivo do aluno é totalmente proibido pela Lei e nós, consumidores, temos o amparo para conversarmos com a coordenadoria da escola sobre isso.
Abaixo estão alguns itens proibidos que o Procon do Maranhão, Sergipe e Rio de Janeiro fizeram para alertar os pais:
lista material proibido maranhão
lista material proibido de Sergipe
Lista de material proibido - Rio de Janeiro
Na lista de material da escolinha do Pedro tem apenas 5 itens e todos são para uso exclusivo dele durante todo ano letivo. Isso me deixa tranquila e mais segura da escolha que fizemos.
Conhece alguma escola que pediu material além do permitido? Conte aqui pra gente! É nosso trabalho defender nossa comunidade e fazer valer a Lei.
Beijos e ótima semana para todos nós!!! 
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